Por Oriah
“O Convite é uma declaração de intenções, um mapeamento dos anseios da alma, do desejo de viver apaixonadamente, cada um cara a cara consigo mesmo e com a pele colocada ao mundo que nos cerca, não aceitando senão o que é real. É uma jornada pelo território traçado. Antes de decidirmos cruzar esse território juntos, alguns pontos devem ficar claros. Porque simplesmente dizer sim ao Convite, sentindo o impulso do coração ou a aceleração sanguínea exigindo que avancemos, não é o mesmo que fazer de fato a caminhada.
Se basearmos parte da vida em mentiras, ou em verdades que não mais se sustentam, não importa se bem intencionadas ou inconscientes, as mudanças provocadas pela intimidade podem ser muito perigosas.
Não podemos antecipar que aspectos, se é que há algum, do nosso cuidadosamente construído sentido de “EU” irão sobreviver. Essa é a boa notícia, e a má também. Se você decidir fazer a caminhada, uma mudança real será possível e inevitável e, desse ponto de vista, totalmente imprevisível.
Nos momentos de dificuldade, eu farei você lembrar aquilo que já sabe: que pode fazer isso, que a coragem de ir fundo consiste em permitir que o desejo cresça mais que o medo, que a força reside na vontade de não aceitar nada menor.
Sabemos que aquilo que fazemos e o modo como pensamos afetam a qualidade de nossas vidas. A vida vivida intimamente pode não ser mais fácil, mas é mais completa, mais rica e mais aberta a tudo: à desordem e ao discernimento, à excitação e ao tédio, à sombra e à luz.
Sou forçada por uma profunda necessidade da alma, movida por um desejo que não me deixa só, de viver a vida plenamente.
Viver plenamente o presente não significa negligenciar as conseqüências das atitudes que tomamos no futuro. Busco a sabedoria numa vida que combine contemplação e ação. A verdadeira contemplação – viver de fato as alegrias e tristezas do meu coração e do mundo – me leva à ação, guiada pela consciência e impulsionada por uma paixão pela vida”.
Questão: Quando se imaginar velho(a), no fim da vida e avaliar seu tempo neste mundo, qual será a pergunta que fará a si mesmo(a)? O que fez de melhor para sentir-se realizado(a) durante a passagem por esta existência?